quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Carregamento Energético do Plexo Solar


Surpreendo-me com a notoriedade do Prof. Hermógenes pelas ruas do Rio de Janeiro, ou mesmo em aeroportos. Não é uma notoriedade como uma estrela da televisão, ou um famoso artista de cinema. É diferente porque ela não se faz em quantidade, e sim em qualidade. Quando reconhecido por outros, em público, é avassaladora a quantidade de vezes que as pessoas sentem-se obrigadas em agradecê-lo, em se apresentar como um caso de cura, em contar um caso de transformação de vida, e algumas vezes, chorar de emoção com apenas um sussurro de muito obrigado. Por que isto? Por causa dos livros. Os agradecimentos quase sempre começam assim: “_Por causa dos seu livro...”A razão disto talvez se deva a efetividade da ajuda, ao conselho prático, útil, com a intenção de auxiliar ao praticante de yoga como transformar-se e se tornar uma pessoa melhor. Nada de poderes sexuais ou contorcionistas, mas um ser humano melhor, servidor da paz e do próximo.


A área entre o umbigo e o encontro das costelas (ponta do esterno) é onde se encontra o plexo solar, no corpo físico, e o chackra manipura, no corpo sutil. Tanto um como o outro são condensadores de energia, de onde, por influxo nervoso ou através dos naddis, a energia, quer nervosa, quer sutil, se espalha por outras partes do corpo. O carregamento dessa bateria tão importante de merecer cuidados, especialmente daqueles que se sentem fracos, abatidos, indispostos, quebrantados, neurastênicos, tamásicos, psicastênicos e deprimidos.
O efeito concomitante dessa técnica de vitalização é uma sedação nervosa considerável, que aliás o torna recomendável aos que sofrem de insônia.
Uma contradição parece aqui configurar-se, principalmente para quem considera o problema pela superfície. Como pode ser sedativo (neuroléptico) um remédio que ao mesmo tempo é estimulante, isto é, neuroanaléptico?
Nos casos de grave depauperamento nervoso, o paciente em vez de dorminhoco não consegue pegar no sono. O dormir bem não é privilégio dos neurastênicos como poderia parecer. Ao contrário, os que têm bons nervos, vitalizados, têm melhor sono, mais fácil e recuperador.
O exercício que descreverei aprendi-o no livro de Hohn Munford, discípulo de Yogendra (Psychosomatic Yoga; Thorsons Publishers Ltd., Londres).
Postura: Deitado sobre as costas; cabeça para o norte; pernas cruzadas, como em sukhássana; as mãos, com os dedos trançados de maneira que as unhas fiquem em contato com a palma da outra mão, ficam abandonadas sobre o plexo solar. Relaxamento geral: desde o rosto, às mãos e os pés. Respiração entregue a sim mesma, sem qualquer interferência da vontade.
Execução: Inicie com uma voluntária, lenta e uniforme inspiração, buscando visualizar uma corrente prânica, quente e luminosa, penetrando pelo alto da cabeça, que, fluindo através do tórax, vai deter-se na linha formada pelas virilhas. Visualize, aí o prana represado, donde é impedido de escapar-se porque seus pés estão cruzados, e é portanto estancado.
Expirando suave, longa e uniformemente, “traga para cima o prana acumulado e arrodeie o plexo solar com uma série de círculos com movimento destrogiro (no sentido dos ponteiros do relógio) como se você tivesse um mostrador de relógio do tamanho de um prato, cujo centro fosse o umbigo. Faça o maior número possível de círculos enquanto expira, procurando sentir uma vibração de calor manifestar-se no plexo...”
A dose mínima aconselhada é de 15 minutos.
Hermógenes, Yoga para Nervosos, p. 402

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